O FARDO DO HOMEM BRANCO
Com trabalho extremamente relevante desenvolvido no âmbito da pintura, desenho e ilustração, João Fonte Santa analisa e disseca, neste conjunto de obras, a pesada herança do colonialismo europeu, particularmente o caso português.
Recorrendo a uma linguagem figurativa que se vale dos paradigmas oitocentistas do Naturalismo - quer da pintura como da ilustração coevas, visualmente familiares e instituídos -, o artista subverte-os e reconfigura-os numa atitude crítica que, num mundo contemporâneo avassalado pela torrencial proliferação de imagens que se anulam umas às outras, surge como uma alternativa humanista à alienação fundamentalmente consumista dos nossos tempos.