Arte Portuguesa. Razões e Emoções

Pisos 1, 2 e 3

entrada: Condições Gerais

ARTE PORTUGUESA. RAZÕES E EMOÇÕES

2018-04-20
2019-09-29
Curadoria: Maria de Aires Silveira, Emília Tavares, Emília Ferreira

ARTE PORTUGUESA. RAZÕES E EMOÇÕES

Ala rua Serpa Pinto

A presente exposição da coleção abrange grande parte do seu arco temporal, desde meados do século XIX até à década de 80 do século XX ocupando a totalidade das galerias do Museu, da Ala da rua Serpa Pinto. Inicia com o retrato, uma temática oitocentista, raramente abordada, em diálogos geracionais de coletivos de artistas e com obras desconhecidas de Miguel Lupi, Luciano Freire, Veloso Salgado, Duarte Faria e Maia e Constantino Fernandes.

Apresentam-se afinidades e permanências entre paisagens românticas e naturalistas, embora distintas na exaltação do sentimento e tratamento da luz natural, nostálgicos simbolismos de finais do século XIX, a partir de obras significativas e de autores pouco referenciados como António Patrício e José de Brito, e destaca-se um conjunto de pinturas inéditas do Legado Veloso Salgado, recentemente incorporado.

O sentido de modernidade das primeiras décadas do século XX, expresso pelas ligações de Amadeo de Souza-Cardoso às vanguardas internacionais, especialmente as suas propostas abstracionistas, articulam-se com os movimentos de contestação de meados do século XX e os novos parâmetros de figuração de Paula Rego, nas galerias principais do Museu. Revelam-se obras raramente mostradas de Emmérico Nunes, António Soares, Abel Manta, Bernardo Marques, Mily Possoz, Jorge Barradas, Hein Semke, Jorge Oliveira e ainda as magníficas colagens de Jorge Vieira.

Esta viagem por cento e cinquenta anos de arte portuguesa permite abordagens a autores e obras raramente mostradas, contextualizando razões, entre emoções e sensibilidades artísticas. A proposta curatorial aponta para uma reflexão sobre os envolvimentos sociais e políticos, e as noções do modo de ser moderno, desde o século XIX, ao distinguir no percurso cronológico, as continuidades e mudanças, os gostos e conceitos, na mais completa coleção de arte contemporânea, a próxima e a original, justificando assim a denominação deste Museu, fundado em 1911.

(M.A.S)


Guião da exposição

http://www.museuartecontemporanea.gov.pt/pt/programacao/1834

Apoios

Atividades

  • Visita guiada 1º Domingo do mês. 3 de Março 12.00 h
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