Partindo de materiais humildes e objetos marcados pelo uso, Maria José Oliveira constrói um universo poético onde memória, experiência e transformação se entrelaçam. A sua prática atravessa desenho, escultura, instalação e gesto ritual, explorando as relações entre matéria, tempo e imaginação.
Atenta aos processos de metamorfose e às marcas do tempo, a artista recolhe, transforma e reinscreve objetos do quotidiano em novas narrativas. As suas obras evocam gestos ancestrais, saberes transmitidos e experiências sensíveis, criando espaços onde o banal e o extraordinário coexistem.
Maria José Oliveira (Lisboa, 1943) vive e trabalha em Lisboa. Com uma prática desenvolvida desde a década de 1970, construiu uma obra singular centrada na experimentação material, na memória e na transformação dos objetos. Participou em importantes exposições nacionais e internacionais, incluindo a Bienal de Veneza (1997), e recebeu, entre outras distinções, o Prémio Nacional de Arte Contemporânea de Monte Carlo (Mónaco). O seu trabalho integra diversas coleções públicas e privadas.





