Sala Polivalente

Entrada Livre

theatrum orbis terrarum, 2013

Salomé Lamas

2013-10-17
2013-11-17
Curadoria: Emília Tavares
O Teatro do Mundo
O cinema de Salomé Lamas assenta em mordazes golpes na realidade tal como a julgamos conhecer. As suas narrativas visuais elaboram-se através de um ecrã de simulações que corrompe todas as taxinomias entre racional e irracional, ciência e poesia, tradição e progresso, história e lenda, realidade e ficção e mais dualidades poderiam ser enumeradas ad infinitum.

A presente instalação vídeo da artista desfaz, uma vez mais, muitas dualidades, na sua maioria insondáveis, tanto na origem como no destino. A instalação Theatrum Orbis Terrarum, ou Teatro do Mundo, evoca aquele que é considerado o primeiro atlas moderno, atribuído ao cartógrafo e geógrafo flamengo Abraham Ortelius e impresso em 1570. As suas fontes foram diversas e muitas delas são desconhecidas ou estão desaparecidas, fundando, desde logo, o saber científico do mundo sob a premissa do acaso e da imponderabilidade.

O atlas que a artista realiza nesta obra é o da construção de memórias, consciente da sua ténue fiabilidade e do mítico encanto dos seus enunciados. Os lugares de outrora estão absortos na sua própria longevidade e, quando a imagem fantasma de mundos perdidos submersos se encontra com o mundo organizado e classificado dos despojos de civilizações antigas, sublinha-se a retórica ancestral do mar como a única possibilidade intemporal.

Nenhum fio narrativo, temporal ou espacial é possível neste diluir de fronteiras que é a memória da existência. A natureza assume assim o papel fundamental, afastando-se de toda a leitura cultural, que aqui surge mascarada de lengalenga abstracta na visita à arqueologia dos objectos sem vida a que a protagonista intemporal assiste com desleixo existencial.

De uma forma mais ampla, esta obra de Salomé Lamas esvazia todas as contingências entre tempo e espaço, enquanto ironiza com os grandes debates da modernidade sobre a natureza duradoura ou instantânea do tempo. Desenha-se um novo mapa que questiona a ciência da civilização, prometendo antes uma poesia primordial em mutação e incessante devir.

Emília Tavares



Em Exibição

REGISTOS DE LUZ.

PINTURA IMPRESSIONISTA DE SOUSA LOPES. A COLEÇÃO DO MNAC (1900-1950)

2019-12-01
2020-03-29
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Iniciando a parceria entre o Museu Nacional de Arte Contemporânea e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, o MNAC apresenta em Chaves um conjunto de obras da sua coleção.
Fora de Portas

Prémio Sonae Media Art 2019

2019-11-29
2020-02-02
Exposição das obras finalistas
Exposição temporária

CONVITE/OPENING

2019-11-29
2020-02-02
.
Exposição temporária

Orto di incendio

27 artistas a partir de Al Berto

2019-11-22
2020-02-02
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Exposição temporária

DANIEL CANOGAR. Teratologias

Arte digital da coleção MEIAC

2019-11-01
2019-12-08
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Esta instalação de Daniel Canogar faz uso das linguagens digitais para abordar a relação entre arte e ciência e a questão da vulnerabilidade do ser humano face ao avanço da tecnologia.
Exposição individual

Espaço Interior

Trienal de Arquitetura de Lisboa

2019-10-05
2020-01-05
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Exposição temporária

Sarah Affonso. Os dias das pequenas coisas

2019-09-13
2020-03-22
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A exposição dedicada a Sarah Affonso (Lisboa, 1899 – 1983) é uma de duas que, neste ano em que se celebram os 120 anos do nascimento da artista modernista, recordam a sua vida e obra
Exposição temporária

CAIS Urbana

Curadoria: Mistaker Maker
Exposição comemorativa dos 25 anos da Associação CAIS
Exposição temporária