Piso 2 - Sala Dos Fornos

entrada: Condições Gerais

Primeiros modernismos em Portugal

na colecção do Museu do Chiado - MNAC

2005-06-03
2005-10-30
Curadoria: María Jesús Ávila

Curadora: María Jesús Ávila

Os Modernismos, iniciados com grande esforço e empenho nos anos 10 do séc. XX, por serem iniciadores haveriam de se debater, ao longo das três primeiras décadas, entre memoráveis momentos de euforia e possibilidade de futuro e momentos de perigoso reaccionarismo, como era natural num meio em que ainda dominavam estruturas sociais e culturais próprias do séc. XIX.

As rupturas não existiram, só lentas transformações não estruturais, que esqueceram durante anos os logros de alguns, deixaram outros pelo caminho e noutros ainda provocaram viragens conservadoras. Situação que a mudança política ocorrida em 1926 e, em especial, a definição de uma "Política do Espírito" por António Ferro e a criação do Secretariado de Propaganda Nacional (SPN) em 1935, irá favorecer. Após o parêntese que constituem Amadeo de Souza-Cardoso e o surto futurista da década de 10, confuso teoricamente e reduzido, nas artes plásticas, aos breves exemplos que representam a Cabeça de Santa Rita e as experiências órficas de Eduardo Viana, os anos 20, embora abalados por um certo desânimo generalizado, haviam de conhecer alguns importantes episódios de activismo, edição de publicações e realização de obras. A renovação formal, tímida, processa-se através de referências à organização volumétrica de Cezánne, ao Picasso classicista e, na escultura, a Rodin. Encontra em José de Almada Negreiros, Eduardo Viana, Dordio Gomes, Carlos Botelho, Abel Manta, Francisco Franco, Diogo de Macedo e Ernesto Canto da Maia, algumas das suas melhores expressões. Na década seguinte, esta vertente dará lugar a um novo academismo, o de uma "equilibrada" expressão moderna, que haveria de conferir às artes plásticas portuguesas um carácter atemporal. Daqui destacar-se-ão pontualmente, e em percursos muito individualizados, o expressionismo de Mário Eloy, Júlio, Alvarez e Hein Semke, as experiências dimensionais e surrealistas de António Pedro e, em especial, as conquistas espaciais que, em Paris, Vieira da Silva desenvolve.

Pese a escolha reduzida, os Primeiros Modernismos em Portugal na Colecção do Museu do Chiado - MNAC apresenta algumas das obras mais destacadas dos seus autores ou que se revelam cruciais em momentos de viragem estética nos seus percursos.

Para além das obras presentes na sala da exposição, outras pertencentes ao mesmo momento e igualmente relevantes para a sua compreensão, encontram-se incluídas no Percurso pela escultura portuguesa dos séc.s XIX e XX , exposto no átrio, na passadeira e no jardim.

Em Exibição

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Marcel Duchamp e Bruce Nauman no Loops.Lisboa 2019 a partir de 12 de dezembro
Vídeo

REGISTOS DE LUZ.

PINTURA IMPRESSIONISTA DE SOUSA LOPES. A COLEÇÃO DO MNAC (1900-1950)

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Curadoria: Maria de Aires Silveira
Iniciando a parceria entre o Museu Nacional de Arte Contemporânea e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, o MNAC apresenta em Chaves um conjunto de obras da sua coleção.
Fora de Portas

Prémio Sonae Media Art 2019

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Exposição temporária

CONVITE/OPENING

2019-11-29
2020-02-02
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Exposição temporária

Orto di incendio

27 artistas a partir de Al Berto

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O Museu Nacional de Arte Contemporânea e a Oficina de Gravura da MArt apresentam Orto di incendio, uma exposição de 27 artistas a partir da obra homónima de Al Berto.
Exposição temporária

Espaço Interior

Trienal de Arquitetura de Lisboa

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Exposição temporária

Sarah Affonso. Os dias das pequenas coisas

2019-09-13
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Curadoria: Maria de Aires Silveira e Emília Ferreira
A exposição dedicada a Sarah Affonso (Lisboa, 1899 – 1983) é uma de duas que, neste ano em que se celebram os 120 anos do nascimento da artista modernista, recordam a sua vida e obra
Exposição temporária