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Sarau

Bill Orcutt

2010-07-10
Curadoria: Filho Único

Provavelmente o mais crucial e influente dos guitarristas a trabalhar no avanço do vocabulário do blues e do rock desde o arranque da década de 90, Bill Orcutt, depois de um hiato de uma dúzia de anos, lançou no final de 2009 um documento chave para a progressão das possibilidades do instrumento.

Até agora celebrado como mestre da guitarra eléctrica, foi co-fundador, juntamente com Adris Hoyos (bateria e voz), dos Harry Pussy (1992-1997), duo (e mais tarde trio) explosivo que aglutinava o rock, ao punk hardcore, ao free jazz, a um conhecimento rico da história das margens e raízes destas músicas. A banda tomou todas estas referências atomizando-as em canções curtas e violentíssimas, que versavam uma catarse pós-atonalista de uma maneira que veio a revolucionar a história de todo o rock de preocupações estéticas contemporâneas que surgiu no seu encalço.

‘A New Way To Pay Old Debts’ (Palilalia Records, 2009) é o primeiro álbum a solo de Orcutt e a sua estreia num universo acústico. Utiliza uma guitarra que tem desde criança, que se foi partindo e sendo restaurada ao longo dos anos, a passar por um amplificador (encontrado na rua nos anos 80) e um microfone de guitarra, tomando inspiração no som de Elmore James, celebrado músico de blues eléctrico norte-americano.

Nesta transição para a acústica, prossegue empregando, tal como no seu registo anterior, apenas quatro das seis cordas tradicionalmente utilizadas na guitarra, trabalhando a sua volumetria a um ponto de hipersensibilidade do instrumento, que é tocado com o maior fogo e ímpeto, por vezes parecendo que a sua madeira vai estalando ao ponto de estar prestes a partir-se por completo.

Conjuga várias heranças de música real e crua do último século, dos delta blues de Mississipi Fred McDowell, passando por um estudo profundo de fontes aparentemente tão díspares como Derek Bailey, Glenn Gould ou Cecil Taylor, ou o flamenco de Ramon Montoya. Este cruzamento de tradições, ideias e vocabulários, permite-lhe armar um discurso que inclui uma série de elementos anteriormente encarados como contraditórios nas normas da improvisação ou da composição instantânea. Um trabalho melódico caligráfico ladeado por uma aguda noção de atonalismo, uma cadência rítmica turbinada paralela a quebras constantes em ataque percussivo do instrumento, uma capacidade clínica em fazer com que a música desapareça repentinamente, e uma noção ritualizada de narrativa e estruturação da própria escrita, de onde resulta um novo e impressionante léxico de expressão musical.

Cancelamento da data inicial em Abril

Editora

Vídeo para a Wire

Entrevista

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2020-02-02
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