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Almada no Chiado, 120 anos do nascimento do artista

Almada Negreiros

2013-07-10
2013-09-10
José de Almada Negreiros nasceu a 7 de Abril de 1893 em S. Tomé e Príncipe, à época colónia de Portugal, e morreu em Lisboa, a 15 de Junho de 1970. 

Múltiplo nos talentos – poeta e escritor, bailarino e actor, desenhador e pintor – foi múltiplo nas procuras de modernidade, entendida esta como profunda questionação pessoal mais do que mera aparência – o corrosivo desenho de humor, os violentos poemas futuristas na década de 1910, a pintura e o desenho de elegâncias urbanas na década de 1920, a sólida construção clássica dos desenhos e pinturas murais de 1930 e 1940, as procuras finais da abstracção geométrica e do número absoluto nas de 1950 e 1960. 

O Museu Nacional de Arte Contemporânea, fundado em 1911, só com a direcção do escultor Diogo de Macedo, entre 1944 e 1959, é que passa a coleccionar para o Estado, com atenção crítica, obras de produção actual dos artistas modernos em Portugal.

Contudo, foram adquiridos, ainda em 1941, três desenhos do artista, dois na frente e verso de uma mesma folha – Arlequim com mulher, de 1929, e A sesta de 1939 – e outro de Bailarina descansando de pé, 1934. Foi o seu reconhecimento nos quadros da Politica de Espírito que promoveu a imagem moderna do Estado Novo a partir de 1933.

Entre 1946 e 1952, foram adquiridos os desenhos Duas figuras, 1944, Rapariga debruçada sobre uma mesa, 1939, momentos intimistas de leitura e de divagação sobre uma leitura interrompida; uma Varina, 1946, sólida imagem do povo, e Acrobatas, 1947, o arabesco do desenho apontando a abstracção através dos planos de cor.

Renovado o Museu Nacional de Arte Contemporânea em 1994, designado então Museu do Chiado, foi adquirido o notável Interior, 1948, a José Augusto França, crítico e historiador da Arte, autor da primeira monografia sobre a sua obra, 1963.

É uma pintura de síntese do seu pensamento artístico: o desenho omnipresente, figuras neo-cubistas num interior sombreado, alongadas formas expressionistas, recortadas em texturas gráficas numa atmosfera de sombra e luz, tendencialmente sem figura.

O Chiado é, desde o Romantismo, lugar da Arte Moderna em Lisboa.

Almada Negreiros foi um dos maiores protagonistas da modernidade portuguesa no século XX e muita da sua vida se viveu no Chiado, entre o Grémio Literário, 1912, o Teatro da República, 1917, o café A Brasileira, 1925, a Galeria UP, 1933, a Casa Quintão, 1936; a Cooperativa Gravura, 1963, o Teatro de S. Carlos, 1965, e, em acto consagratório, a Academia Nacional de Belas Artes, 1966.

Almada estará sempre no Chiado, também através das suas obras neste Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado.

Paulo Henriques

Em Exibição

REGISTOS DE LUZ.

PINTURA IMPRESSIONISTA DE SOUSA LOPES. A COLEÇÃO DO MNAC (1900-1950)

2019-12-01
2020-03-29
Curadoria: Maria de Aires Silveira
Iniciando a parceria entre o Museu Nacional de Arte Contemporânea e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, o MNAC apresenta em Chaves um conjunto de obras da sua coleção.
Fora de Portas

Prémio Sonae Media Art 2019

2019-11-29
2020-02-02
Exposição das obras finalistas
Exposição temporária

CONVITE/OPENING

2019-11-29
2020-02-02
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Exposição temporária

Orto di incendio

27 artistas a partir de Al Berto

2019-11-22
2020-02-02
Curadoria: Ana Natividade, André Almeida e Sousa e Paulo Brighenti
O Museu Nacional de Arte Contemporânea e a Oficina de Gravura da MArt apresentam Orto di incendio, uma exposição de 27 artistas a partir da obra homónima de Al Berto.
Exposição temporária

DANIEL CANOGAR. Teratologias

Arte digital da coleção MEIAC

2019-11-01
2019-12-08
Curadoria: Adelaide Ginga
Esta instalação de Daniel Canogar faz uso das linguagens digitais para abordar a relação entre arte e ciência e a questão da vulnerabilidade do ser humano face ao avanço da tecnologia.
Exposição individual

Espaço Interior

Trienal de Arquitetura de Lisboa

2019-10-05
2020-01-05
Curadoria: Mariabruna Fabrizi e Fosco Lucarelli
"Espaço Interior" faz parte de um projecto de investigação em desenvolvimento, sobre a construção da imaginação arquitectónica.
Exposição temporária

Sarah Affonso. Os dias das pequenas coisas

2019-09-13
2020-03-22
Curadoria: Maria de Aires Silveira e Emília Ferreira
A exposição dedicada a Sarah Affonso (Lisboa, 1899 – 1983) é uma de duas que, neste ano em que se celebram os 120 anos do nascimento da artista modernista, recordam a sua vida e obra
Exposição temporária

CAIS Urbana

Curadoria: Mistaker Maker
Exposição comemorativa dos 25 anos da Associação CAIS
Exposição temporária