Galeria PeP

entrada: Condições Gerais

Antologias da Memória

2026-10-13
2027-01-31
Curadoria: Brito Guterres e Henriqueta Silva

Antologias da Memória reúne um conjunto de artistas, expressões e linguagens artísticas que exploram as relações entre identidade, território, memória e património.

O que é Portugal? Quem são os portugueses? O que se entende por património? Quem o elege, reconhece e legitima como tal? O quê, quando, como e quem (se) expõe nos museus? Quem os limpa, vigia e conserva? E quem os visita, acede e usufrui?

Partindo das interrogações, a exposição propõe um olhar sobre rostos, corpos, vivências e memórias pessoais e partilhadas, individuais e coletivas, que questionam e problematizam os imaginários e discursos construídos em torno do que é “Portugal” e “ser português”, presentes em dispositivos como o museu. Tornam-se, assim, visíveis e audíveis outras formas de ser, estar, sentir e pertencer.

NOTAS BIOGRÁFICAS

DRI, é artista plástica e visual. Orientada para a criação de relações de proximidade e

cuidado, a sua prática artística articula-se com a sua intervenção em contextos educativos e sociais. A sua obra explora experiências das periferias da Linha de Sintra, refletindo sobre a sua participação na produção e dinamização dos universos da arte e da cultura.

EMMA ANDREETTI, é ilustradora, educadora e mediadora artística.

FATUMATA, é artista multidisciplinar com ascendência guineense. Através da pintura a óleo e da construção de cenários, explora processos de descontrução pessoal e coletiva de formas de ‘pensar’ e ‘ser’ coloniais e experiências, utopias e distopias afro, trans e cuír.

HENRIQUE J. PARIS, é artista e investigador transdisciplinar com ascendência angolana. A sua prática situa-se entre discurso, artes visuais e arquitetura, através dos quais observa formas de poder, histórias de resistência e políticas do testemunho. Articula a imagem em movimento, instalação e performance como formas de reorganização de discursos históricos e institucionais.

HUGO BARROS, é fotógrafo e explora a identidade, território e memória por uma via autoral e documental. A sua obra foca-se em experiências do quotidiano e nas comunidades.

JÚNIOR JACINTO, é artista autodidata radicado em Lisboa, cuja prática artística é indissociável do eixo Angola-Portugal enquanto colisão política e cultural. A sua obra explora a fricção de pertencer a mais do que um lugar.

ONUN TRIGUEIROS, é artista multidisciplinar e colecionador de imagens. Entre pintura, colagem, fotomontagem, serigrafia e desenho, converge os universos da arte urbana e da arte plástica, inspirando-se nas periferias da Linha de Sintra.

RAPPEPA BEDJU TEMPU, é o pseudónimo de um pintor urbano e ativista político. A sua obra é subversiva com comentários políticos e sociais que se encontram nas ruas, muros e comboios.

RIXMIESTER, é artista formado em Arquitetura. Entre observação quotidiana, escrita, desenho e arquitetura, a sua obra explora o espaço no qual o pensamento se transforma em matéria.

SARA FONSECA DA GRAÇA, é artista multidisciplinar. Entre escrita, teatro, pintura, projetos educativos e “outras coisas mais”, a sua prática questiona a identidade, sistemas sociais e relações de poder que ecoam o passado colonial. A forma de expressão não é o seu ponto de partida, adaptando-se ao conteúdo, espaço e tempo no qual se procura inscrever.